FINAL: AUTOAVALIAÇÃO

Entrei em maio de 2015 na Universidade Federal do ABC (UFABC) já querendo cursar Políticas Públicas após o Bacharelado em Ciências e Humanidades (BCH). Ao longo desses dois anos, cursei disciplinas que me interessaram imensamente e outras que me desanimaram bastante com o curso – no entanto, posso afirmar, com certeza, que a disciplina Formação Histórica do Brasil Contemporâneo foi uma das que me inspiraram e me ajudaram a prosseguir com meus objetivos. Sempre fui, como aluna, uma menina que se cobrava demais – e aqui na Universidade, com todo o sistema de CR e bolsas de Iniciação Científica, isso só se intensificou. Acredito que isso não é nem um pouco saudável; me desgasto tanto psicologicamente, quanto fisicamente; tem dias que fico sem ânimo de acordar às 5h da manhã e percorrer um caminho de 2h até chegar na Universidade. Isso é problemático e deveria ser mais discutido na Universidade.

Durante a matrícula do quadrimestre 2017.1 me deparei com o fato de que a disciplina FHBC seria ministrada por você, Andrea Paula. Isso me animou bastante. Isso porque, desde o meu primeiro quadrimestre, enquanto cursava Identidade e Cultura, dentro de um dos auditórios do Beta, via você dando a mesma matéria no hall do mesmo prédio. As aulas pareciam tão divertidas, feitas em roda, com coffe breaks, oficinas, discussões nas quais todos os alunos interagiam. Ficava me perguntando o que eu estava fazendo trancafiada naquele auditório, sentada naquelas poltronas, prestando atenção em toda uma aula teórica; enquanto outros alunos, claramente, estavam curtindo a mesma disciplina de outra maneira. Muito mais agradável e dinâmica. Diante disso, quando vi que teria aula com você, fiquei em êxtase. E, após esses 3 meses, posso dizer que, você como professora, só superou as minhas expectativas. E a matéria foi linda, emocionante e muito agregadora.

Quando soube que a avaliação se daria por meio de entrevistas com pessoas “comuns”, e análises das mesmas, fiquei curiosa. Isso porque, desde pequena, a História que me foi contada, era a História dos grandes; das pessoas consideradas “importantes”, como políticos ou cientistas. Uma das suas frases que me marcou e me fez refletir é “todo sujeito é protagonista da sua História”. Vou levar isso para a vida. Pois me fez perceber que, sim, eu sou importante; estou inserida em todo um contexto e contribuo de diversas maneiras com ele. Isso é grandioso. Ademais, fazer as entrevistas, com a minha avó Olga e minha amiga Isabelle, foi muito importante para mim. Me emocionei tanto que nem sei como descrever. Ver minha vó chorar, me fez chorar. Ver o sofrimento da Isabelle ao me contar sobre o vestibular, me fez sofrer junto. Ver ambas sorrirem, me fez sorrir. Foi incrível. E me fez aprender a escutar mais as pessoas, compreender o que elas estão me dizendo, ter paciência e entender o protagonismo e o valor de suas histórias de vida.

Outro ponto que muito me agregou, como ser humano, foi ouvir as histórias contadas pelos amigos da turma ao longo das aulas que tivemos. Algumas me marcaram significativamente, como, por exemplo, a história da avó da Karoliny. Ao nos contar como as fotos demonstram a debilitação de sua vó, por conta da doença de Parkinson, me emocionei. Vi muito de minha avó na história contada por ela. Percebi as dificuldades enfrentadas pela Karol. Dificuldades essas que eu desconhecia, mesmo sendo próxima dela aqui na UFABC. A história contada pela Beatriz, sobre seu avô, também mexeu comigo. Seu avô, que tem a vida baseada na lógica do trabalho, me fez lembrar e sentir saudades do meu avô Vaefro. Perdi ele quando tinha apenas 5 anos. Ele também vivia para o trabalho e sustento da família. Além disso, outras discussões, como a questão de gênero na escola, me fizeram raciocinar. Tenho um sobrinho de 4 anos, o Cauê. Nos diálogos que tenho com ele, cotidianamente, noto como a escola não mudou desde a minha infância. Vejo ele dizer que meninas devem dançar balé, enquanto meninos devem fazer judô. Vejo ele me pedir para brincar com sua mãe, pois “somos meninas”, enquanto ele brinca com seu pai, pois “são meninos”. Diante de toda essa situação, percebo a importância que devo ter em sua História. Devo ensiná-lo a quebrar esses paradigmas de gênero. Devo agregar em sua educação. E, ao transmitir esse conhecimento a ele, com certeza me lembrarei de todos os ensinamentos que me foram dados nessa disciplina.

Dessa forma, acredito que estou encerrando o quadrimestre diferente de quando comecei. No sentido positivo, é claro.


Em termos práticos, segue o que foi feito ao longo do quadrimestre:

  1. Duas entrevistas – uma com a minha avó e outra com a minha amiga.
  2. Análise histórica de ambas as entrevistas.
  3. Blog com todo o conteúdo. Nele também constam alguns posts denominados “diálogos” – que consistiam em analisar, de acordo com a História, alguns assuntos que me interessavam e/ou estavam em pauta no momento, como a discussão sobre Apropriação Cultural ou a Semana de Luta das Mulheres na UFABC.

Além disso, tenho a pretensão de dar continuidade ao trabalho, em algum momento de minha vida. Gostaria muito de entrevistar outros familiares, como minha mãe [que é meu maior exemplo!], meu irmão, meu tio e primas. Seria muito interessante pesquisar afundo a História da minha família, diante de diversas perspectivas. Levo, dessa disciplina, portanto, entendimentos sobre novas metodologias e temas específicos que serão, sem dúvidas, utilizados constantemente.


Conceito que acredito ter alcançado na disciplina: A 

Glaucia Bellei Neix – RA: 21071115
Formação Histórica do Brasil Contemporâneo – Matutino 

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